Explicação inicial - O título que foi escolhido para
essa nova modalidade de texto do blog poderia ser outro com certeza. Talvez “Reflexões
diárias”; continuar com “Prosopopeia” ou “Retomando o papo”; “Diário” ou coisa
parecida; não estou preocupado com rigores relacionados com gêneros literários.
Posso me regalar com essa liberdade. Talvez seja isso uma forma de aproveitar a
mina vida.
segunda-feira, 29 de junho de 2015
sexta-feira, 19 de setembro de 2014
Prosopopéia XV
“A mulher
é o alimento corporal o mais elevado.” (Novalis).
Pensamento ruim este! Por que imaginar
situações que nos fazem sofrer? Amor a distância (AAD) perturba, principalmente
quando impera (in) certo ciúme. “Perdoa-me por me traíres.” Declaração de
culpa: minha culpa, tão somente minha culpa! Por que a posse é tão importante?
Que tipo de prazer é esse? Por que é difícil dividir? Na vida o dividir-nos
entre os nossos, nem sempre é prazeroso e satisfatório para ambas as partes. Viajar,
passear é melhor que trabalhar? Gostar mais de trabalho que de passeio é uma
inversão de valores? Como saber? Difícil dizer o que vale o que os outros sentem. Por exemplo: “o que é belo é o
homem dominando os traços femininos que estão nele, a mulher os traços
masculinos” (Crítias). Há quem pense e aja justamente na contramão dessa máxima,
e que cada um saiba de si, e de ninguém mais nessa questão. Mais condizente
dizer algo que a nós se refere. Mesmo neste caso não é tarefa fácil. Expressar sentimentos
e situações de nossas vidas de forma a realizar essa avaliação com alguma
segurança de (in) certa certeza é
proposta difícil de ser colocada em prática. “Falar não é ver. ‘O que de fato
alguém viu, como é que pode exprimi-lo pela linguagem? ’” (Górgias). E de forma
ainda mais contundente: “se fosse possível por meio das palavras dar a verdade
dos fatos – pura e evidente –aos ouvidos, o juízo seria sem dificuldades...”
(Górgias). Ou tudo isso não passa de uma grande bobagem, já que hoje em toda parte
estão aí as redes sociais? Que linguagem é essa das redes sociais que mescla
palavra, imagem, movimento, circulação e comunicação? Consegue negar essa
máxima de Górgias? Mudou o status do ver? As redes sociais seriam uma
reencarnação da Psicagogia, ou seja, “da
arte de levar a alma, pela persuasão, até onde se quiser levar.” (Górgias) Banalizado
está o instante vivido? Será isso uma forma de indecência?
Como funciona a indecência? Relaciona-se com o quê? Trair
a pessoa amada é indecência? Ou não é possível amar e trair ao mesmo tempo? No
amor não cabe o desamor? Esse não tem a menor chance de existir? Para existir
desamor é preciso que exista antes o amor, já que o des esvazia algo que já existe; e na medida em que existindo amor
não é possível o seu contrário, a única conclusão a que se pode chegar é que
desamor é algo que só existiu em ideia, nunca realmente. O sexo que busca o
prazer é indecência? A nudez é indecência? “Toda nudez será castigada.”!? Será
por aí, ou responder sim para essas perguntas, ou mesmo tocar no assunto, é que
é indecência? Podemos pensar o mesmo em
relação ao Ser e o não-Ser? “Se o ser é, o não ser é o não ser” - “De modo que
as coisas não mais são do que não são.” (Górgias) Por que as formas básicas de
se dar valor às coisas sempre geram divergências de opinião? Por que afinal uns
gostam dos olhos e outros da remela e, talvez, de forma mais abrangente: que
valores a maioria (ou valor é algo exclusivamente pessoal e intransferível?) considera
indecência? Dá para concordar com ela? Precisamos da indecência? Para quê? Para
que o nomos possa se sobrepor ao
natural (Physis)? A lei é mais forte
que a natureza e pode domá-la (Crítias), ou será o contrário (Hípias)? A
indecência impede o prazer, ou o prazer deve suprimir a indecência? A lei não
deveria justificar o prazer já que “a alma é essencialmente poder de sentir”
(Crítias)?
Por
que existe o medo da perda? Mesmo que as situações vividas indiquem paz,
harmonia e prazer na relação, tal dúvida insiste. Por quê? Na balança dois
valores:
a)
viver a relação sem considerar a dúvida “dominando a sensação pelo pensamento”
(Crítias)
b) viver
os desdobramentos da dúvida sentindo a sensação sem considerar o pensamento.
Possível
viver os dois alternadamente? Bem provável, mas vale a pena? Quem duvida
desconfia! Desconfiar leva a vigília. Não acreditar em tudo que ouve da
primeira vez procurando contradições no dito; vigiar onde o olhar se fixa, avaliando
as reações que o fixado gera. Os olhos fixam-se no outro, gerando reações
suspeitas de traição. Como seria aqui o tempo como momento oportuno do Helenismo?
“Sentir o tempo como ocasiões favoráveis para a ação que vem a propósito, e não
senti-lo como instantes iguais a qualquer outro”. Quais as condições favoráveis
de agora? Qual a opção mais prazerosa? Vamos nessa... de qualquer forma ou não? Avaliando se a escolha é ou não
justa ou nem pensar e nem se preocupar com isso? Justa com quem e em relação ao
quê, afinal?
Então,
para que imaginar que estão acontecendo situações que nos fazem sofrer? Ou será
que elas são na verdade uma forma de prazer? Pode existir prazer na dor? Caso
seja uma dor psicológica, passageira e restrita à imaginação, isso somado com a
certeza de que o desprazer imaginado jamais se realizará, pode isso ser um
prazer? Imaginar situações na relação que uma vez acontecendo nos magoe, e
sabendo que não vão acontecer pode tornar os futuros encontros dos casais mais calientes? Masoquismo estético (Kierkegaard)?
domingo, 31 de agosto de 2014
Exemplo do meu Trabalho Acadêmico I.
Projeto
de Extensão: O
Curso de Farmácia da FASF, a saúde no Município de Luz, a partir do enfoque da
Campanha da Fraternidade de 2012, e a Escola Estadual “D. Lica Raposo”. Jairo Melgaço.
Luz, março de 2012
Idéia Geral: Articular a formação do futuro farmacêutico com os
termos da Campanha da Fraternidade de 2012 [A Igreja propõe como tema da
Campanha deste ano: “A fraternidade e a Saúde Pública”, e com o lema: Que
a saúde se difunda sobre a terra (cf. Eclo 38,8)] com a realidade da saúde
no município de Luz, e a Escola Estadual “D. Lica Raposo”.
Objetivo Geral: Avaliar e Refletir sobre a realidade da saúde em
comunidades luzenses mais carentes, à luz das propostas da Campanha da
Fraternidade de 2012, em vista de complementar a formação dos futuros farmacêuticos,
e ao mesmo tempo estender para essas comunidades conhecimentos sobre cuidados
com a saúde, higiene corporal etc. e, além disso, incluir nesse contexto os
alunos da Escola “Lica Raposo”.
Metodologia: Participarão do projeto as turmas de Primeiro, Terceiro,
Quarto e Quinto Períodos do Curso de Farmácia da FASF.
Obs.
Os encontros e os trabalhos de campo e as leituras que serão realizadas com as
turmas serão de acordo com a disponibilidade de tempo e datas pelos próprios
alunos, sendo que as atividades serão distribuídas de acordo com essas
disponibilidades.
Fase 1- Exploratória:
Num primeiro momento os alunos
deverão analisar o Texto Base da Campanha da Fraternidade de 2012,
principalmente a Primeira e Terceira Parte que se referem aos itens que dizem
respeito mais diretamente com a ciência saúde e sociedade, tais como a saúde e
doença, saúde no Brasil, SUS, determinantes sociais da saúde, etc.
Em seguida deverão visitar os PSFs
da área urbana de Luz para identificar as áreas onde se concentram as
comunidades mais carentes de serviços de saúde bem como o acesso e qualidade
dos serviços prestados nessa área.
Finalmente conhecer as turmas das
Escolas Estaduais “Lica Raposo” para identificar problemas de saúde.
Fase 2- Analítica: Nessa
fase as informações e dados serão organizados e tabulados para que seja
possível uma caracterização das realidades pesquisadas.
Fase 3- Propositiva: A
partir da realidade caracterizada na fase dois deverão ser identificados
problemas, situações adversas e carências diversas para que seja possível
estabelecer propostas de contribuição para tentar minimizá-las.
Fase 4 - Intervenção na
realidade: Essa fase ocorrerá desde que não haja nenhum impedimento para
sua realização, tais como falta de verbas, de tempo disponível, de extrapolação
e invasões de esferas de atuação de órgãos públicos, etc.
A princípio pretende-se realizar
intervenções que:
a)
Possam ampliar o conhecimento sobre saúde, numa
abordagem ampla de saúde, das comunidades carentes identificadas e, ao mesmo
tempo, esclarecer sobre os direitos ao acesso a serviços de saúde garantidos
por lei;
b)
Contribuam para a formação do futuro farmacêutico;
c)
Auxiliem nos estudos sobre a saúde na Educação
Básica e na formação do futuro farmacêutico.
Fase 5 – Recursos: Serão
utilizados os recursos materiais e humanos disponíveis em todos os momentos da
execução do projeto. Em função das propostas apresentadas e do volume de
recursos necessários para que possam ser colocadas em prática, todas as fontes
de recursos financeiros serão utilizadas, tais como a FASF, a Prefeitura
Municipal através da Secretaria de Saúde, da Secretaria de Educação e, ao mesmo
tempo, órgãos ligados ao Governo do Estado de Minas e à União, além das Igrejas
das diversas religiões, eventualmente poderão ser contatados.
Fase 6- Avaliativa. Durante a realização do
projeto deverão ser incluídos momentos e instrumentos de avaliação. Ao final da
realização do Projeto deverá ser feita uma avaliação geral dos seus resultados
para que possa ser elaborado um relatório final (ao longo do processo serão
reunidos dados, informações, fotografias e etc. para que seja montado um Portfólio) que deverá ser composto da
contribuição de todos os alunos dos períodos do curso de Farmácia envolvidos no
projeto.
Referências Bibliográficas:
Conferência
Nacional dos Bispos do Brasil / Campanha da Fraternidade 2012: Texto-Base.
Brasília, Edições CNBB. 2011.
GUYTON. Arthur C., HALL, John E. Fundamentos de Guyton – Tratado de
Fisiologia Médica. 10ª Ed. Rio de Janeiro: Editora Guanabara Koogan S.A.
2002.
JULIATTO, Clemente Ivo e OLIVEIRA,
Paulo Eduardo. (Coords.) Um jeito próprio
de cuidar: reflexões e propostas para a área da saúde. Curitiba:
Champagnat, 2005. (Coleção Institucional, 1)
REPETTO, Enrico (Org.). O guia da medicina: da formação
acadêmica à prática profissional. Porto Alegre: Artmed, 1998.
domingo, 22 de junho de 2014
Composição Musical cifrada II: Pluma ao vento.
PLUMA AO VENTO
Letra e música de Jairo Melgaço
Tom: Lá menor (Am)
Ritmo: Samba
Introdução: Am A7
Dm F E7
Am F E7 Am
Am E7
Am
No
sopro do ar, Pluma ao Vento, Pluma, que não me sai do pensamento.
E7 Am
Nem pense / em solidão, não queira qualquer paixão.
A7 Dm F E7 Am F E7 Am
Pelo
sertão, talvez pro mar, quem sabe até, meu coração. (meu coração)
E7 Am E7 Am
Pluma, Pluma ao Vento! Pro mar,
pro meu sertão.
E7 A
m E7 Am F E7 Am
Pluma,
Pluma ao Vento, Pluma, quem sabe minha emoção. Minha emoção
E7
Am
Pluma
/
do meu sertão!
Am E7 Am
Vem
minha Pluma, Pluma ao Vento, com todo seu sentimento.
E7 Am
Traga de longe minha paixão, vento bandido que solidão.
A7 Dm F E7 Am
Sem
minha Pluma estou perdido, você distante, que sofrimento.
F E7 Am
Que sofrimento
E7 Am E7 Am
Pluma, Pluma ao Vento!
Pro mar, pro meu sertão.
E7 Am
E7 Am F E7 Am
Pluma,
Pluma ao vento, Pluma, quem sabe meu coração. Meu coração, âo.
E7 Am
Pluma / do
meu sertão!
Composição Musical cifrada I: Só quero te querer!
Titulo:
SÓ QUERO TE QUERER!
Letra
e Música: Jairo Melgaço.
Tom:
Sol maior (G)
Ritmo:
samba canção
Introdução:
G G7
C D7 G
F#m Em Am
D7 G
G D7
Tanto
tempo que você insiste em dizer,
C D7 G
Que o
que sente por mim, não pode ser amor.
D7
Tempo
tanto tempo, sem buscar o meu carinho,
C D7 G
Sem
sentir uma saudade sem abraçar o meu abraço.
D7
Tempo
tanto tempo, sem caminhar o meu caminho,
C D7 G
Sem
meus lábios adoçar, sem do meu amor provar.
G7
C D7 Am G
Será
que você não conseguiu entender,
G7 C D7 G
Que
não adianta insistir, você sabe que não,
G7 C D7 G
F#m
Você
tem que acreditar, que distante de mim,
Em
Am D7 G
Não
tem felicidade, e a saudade não passa.
REFRÃO:
G7 C D7 G F#m
Você tem que me
dizer: Eu amo você!
Em
Am D7 G
Sem o seu amor, não
posso viver.
G7 C D7 G F#m
Eu amo porque, só
penso em você,
Em
Am D7
G
Só quero querer num
abraço você. (3X)
Experiência poética VIII: Só quero te querer!
Só
quero te querer!
Jairo
Melgaço
Tanto
tempo que você insiste em dizer,
Que o
que sente por mim, não pode ser amor.
Tempo
tanto tempo, sem buscar o meu carinho,
Sem
sentir uma saudade, sem abraçar o meu abraço.
Tempo
tanto tempo, sem caminhar o meu caminho,
Sem
meus lábios adoçar, sem do meu amor provar.
Será
que você não conseguiu entender,
Que
não adianta insistir, você sabe que não.
Você
tem que acreditar, que distante de mim,
Não
tem felicidade e a saudade não passa.
Você
tem que me dizer: Eu amo você!
Sem o
seu amor, não posso viver.
Eu amo
porque, só penso em você,
Só
quero querer... Num abraço você.
Só
quero querer... Num abraço você.
Só
quero querer... Num abraço você.
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